sábado, janeiro 09, 2016

CONSUMO CONSCIENTE: A NOVA ONDA

Tenho pensado bastante sobre a questão do desapego. Provavelmente, impulsionada pela onda que prevejo vai acabar viralizando: o não consumismo fashionista.
Você leu corretamente. A nova onda agora é não se submeter ao fast fashion e recorrer aos armários cápsulas.
São muitos blogs e páginas ensinado a criar um armário mais reduzido e dando dicas de compras mais conscientes.

Baseado nisso, é inevitável refletir sobre o desapego.
Ninguém está pregando um rito sagrado ou uma nova convenção de "não compras", apenas estamos acordando para algo que deveria fazer parte de nossa rotina desde sempre. Evidentemente, como estamos enfrentando uma crise política e financeira terríveis, torna-se ainda mais pertinente falar sobre esse assunto.

Eu mesma precisei revisar meus conceitos sobre compras.
Sempre fui uma consumidora assumida, e quase sempre acabei com um guarda-roupa atolado de roupas descartáveis. Minha consciência sobre esse assunto começou em 2014, quando resolvi fazer uma limpa no meu armário e ficar apenas com peças que realmente usava. Doei metade do meu guarda-roupa e não comprei nada para repor. Não foi preciso.

A partir daí, comecei a perceber que a mudança não era só comigo, mas com muitas outras pessoas. Pesquisei documentários sobre o consumismo fashion, e passei a ver a moda com outros olhos.
Ainda amo moda, mas se nunca fui adepta de tendências, passei a ser menos ainda. Principalmente por perceber que as lojas de departamentos lançam coleções novas a cada 2 meses, e que até as marcas grifadas lançam várias coleções ao longo do ano. Não há mais apenas os lançamentos de verão ou inverno, agora são jogados no mercado desfiles com tendências novas a cada 3 meses. 

Os lixões urbanos estão abarrotados de roupas descartadas, porque mesmo com as doações ainda sobram muita roupa inutilizadas. 
Por isso, precisamos nos perguntar mais do que nunca se realmente precisamos de peças novas, ou se não podemos reaproveitar, reformar, trocar com os amigos ou adquirir algo usado. 
Esse é o movimento que nos toma agora.
Uma outra coisa muito importante, é saber a origem dos produtos que consumimos. Comprar de pessoas que utilizam materiais naturais, utilizem técnicas novas de tingimento e confecção das peças. Isso também faz parte de um consumo inteligente. 
E que ele perdure por muito tempo, pois não se trata de uma nova tendência oportunista, mas de uma nova consciência coletiva.

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