quinta-feira, dezembro 03, 2015

SEJA SEMPRE VOCÊ MESMO, NA SUA MELHOR VERSÃO.

Durante a minha infância, o que mais me fazia feliz era escrever poesias no meu caderninho de brochuras.
As vezes nem tinham rima, mas eu escrevia quase todo dia, principalmente porque carregava embaixo do braço um livro do Drummond que nem me lembro mais qual era o título.
Minha professora achava que eu escrevia muito bem e me incentiva muito.
Quando cresci um pouco mais e quis uma profissão, não pensei em ser jornalista, pensei em ser arqueóloga para desvendar os mistérios das pirâmides do Egito. Depois, pensei em ser artista, fazer teatro e depois psicologia. E aí quis voltar a escrever. Mas estudei filosofia e trabalhei com saúde. Ou seja, não fiz nada que queria na verdade.
Agora retomei um caminho e espero fazer psicologia e depois psicobiologia, para tratar das pessoas com sofrimentos mentais. 
Espero estar no caminho certo, mas vai saber...

Como é complicado essa coisa de querer e necessitar.
As vezes você quer muito fazer uma coisa, mas a necessidade te leva para outros caminhos.Comigo aconteceu assim. Eu queria muito estudar várias coisas, mas a necessidade da vida me levou a trabalhar em coisas totalmente diferentes.
Se eu pudesse escolher novamente, além da psicologia, escolheria viver da escrita. 
Acho sensacional poder ter a chance de vocalizar sentimentos em textos e ainda receber para fazer isso. Deve ser algo parecido com o que faz um jogador de futebol profissional, que se diverte e ainda recebe uma grana para fazer isso.

Já me imaginei tendo uma coluna num jornal, ou numa revista bacana para falar sobre sentimentos humanos, sofrimentos mentais e coisas do tipo. Seria incrível. Mas as revistas estão mais preocupadas com artigos sobre beleza e futilidades do que em prestação de serviço público.
Falar sobre sentimentos é prestação de serviço público, principalmente porque ninguém quer falar sobre medo, dor, insegurança, depressão e outras síndromes por temer ficar estereotipado. Algo como "olha que pessoa louca..".
Acreditem, sei bem o que é isso.

Falar sobre os próprios sentimentos é um desafio.
Inclusive para mim mesma.
As vezes despejo tudo de uma única vez, outras vezes não sei o que dizer.
Mal da humanidade talvez.
Mas enfim, o que eu queria dizer com esse post, é que, por mais que a vida te carregue para diferentes ocupações que nada tinham a ver com aquela sonhada lá no início da sua vida, você sempre pode retomar o caminho.
Nunca é tarde.
Aprendi essas coisas na prática quando voltei a estudar.
Primeiro você acha que não vai conseguir, que está desatualizado, que os outros são mais capazes que você, que todo mundo é mais jovem que você, que você nunca vai colocar em prática o que estudou porque já "passou da idade". Sempre um pensamento negativo.
Para cada um deles, vou rebatendo com um positivo.
Muitas pessoas de sucesso começaram sua trajetória com 50 anos, muitas pessoas que admiramos começaram a estudar ou em suas profissões depois dos 40, e ainda tem as notícias de outras pessoas admiráveis que receberam prêmios literários por exemplo, com mais de 60 anos. Portanto, ainda nem cheguei aos 48, tenho uma vida inteira pela frente, ou pelo menos, mais 40 anos para realizar grandes coisas, e isso é bastante tempo.

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Tudo precisa começar com um pequeno grande passo: a coragem de ir adiante.
Eu não sei se ainda vou ter uma coluna para escrever sobre esses sentimentos que nos abarcam todos os dias, chegam de mansinho e nos engolem, como o medo por exemplo.
Mas vou continuar com o blog, porque sei que é importante para mim e para outras pessoas. 
E vou continuar a falar sobre nossos sentimentos, nossas emoções, tudo o que nos perneia e as vezes deixa marcas na alma, de tão profundos que são.
Nossos medos também nos tornam mais fortes.
Quando eu era criança, as outras crianças caçoavam de mim por conta do meu sotaque carregado, e me colocavam apelidos nada glamourosos como saracura, varapau, gata borralheira (esse nunca entendi), e coisas do tipo.Já jogaram até pedra em mim..
Mas sempre me diziam que eu tinha tanta luz que incomodava o povo das trevas.
Me disseram que prego que se destaca sempre recebe marteladas.
Gostei mais desses.
Então quando me maltratam de alguma forma, sempre me imagino uma estrela brilhante, que cega tudo o que está na escuridão e por isso precisam apagar.
Eu incomodo.
Mas no céu existem várias estrelas, há de ter lugar para mais uma exercitar seu brilho.
Não me acho melhor do que ninguém, sou apenas diferente. 
Gosto de ler desde pequena, tenho um vocabulário mais apurado, me interesso por arte, música, cinema. Aprendi a gostar de moda e beleza sem ser fútil, e sei que tenho um jeito de gente rica, mesmo não sendo. O que posso fazer, nasci assim.
Minha avó dizia que se eu vestisse um vestido de chita (o pano mais barato que existe), ainda seria elegante.



Eu sou essa pessoa, e tenho orgulho de mim.
Conquistei minha independência sem favores de ninguém, sem estudo algum, só com meus livros e minha curiosidade em aprender sempre mais.
Agora estou buscando uma certificação acadêmica e sei que vou conseguir.
E muitos outros medos virão.
Agora mesmo, neste momento, tenho medo.
Tenho medo do desconhecido, do que está por vir na minha vida. Mas estou valente, um dia mais que outros, chorando um pouco aqui e acolá, mas segurando as pontas, buscando a estrela e o prego destacado que habitam em mim. 
A coisa mais fácil do mundo é machucar alguém.
Você só precisa de de 2 segundos para cair e de uma força um milhão de vezes mais forte para se levantar.
Mas esta é quem eu sou.
Não vou mudar para agradar ninguém, ou para evitar quedas.
Ninguém deveria mudar.
Nós não temos problema nenhum, eles, os outros que não nos aceitam é que tem. E isso é problema deles.
Eles que lidem com a necessidade de martelar ou apagar o brilho de qualquer pessoa diferente.
Vou continuar sendo exatamente quem sou, com o cabelo que escolhi, com minha sonoridade diferente, minhas manias, meu jeito de me vestir, usando toda minha singularidade, sendo extraordinária, única, louca, excêntrica para alguns, diferente para outros..
Mas confiante e feliz.
E isso é tudo o que importa.

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