sexta-feira, novembro 13, 2015

O QUE MUDA O MUNDO.

Pensando em como a vida é mais fácil quando se descobre pequenos prazeres que aliviam a alma.
Eu gosto muito de ler.
Desde criança aprendi a me interessar pelas letrinhas, e o primeiro livro que li na vida foi de Drummond. Me apaixonei tanto que resolvi ter um caderninho só meu, aonde eu rabiscava poesias e pensamentos. Eu devia ter uns 8 anos de idade.
Daí para frente, sempre que passava um vendedor de livros na nossa porta (eu sou da época das enciclopédias), pedia ao meu pai que comprasse novos autores, e assim fui me familiarizando com a literatura.

Quando eu era criança acreditava que poderia ser adepta das bibliotecas como a maioria das pessoas. Achava que poderia fazer minha carteirinha, pegar livros emprestados e depois mais outros e assim sucessivamente.
Ocorre que em uma determinada época, não me lembro bem quantos anos tinha, recebi a seguinte cartinha da biblioteca do meu bairro, dizia nais ou menos o seguinte: " Prezada Sra. Valéria, esperamos que esteja tudo bem com a sua saúde. O motivo desta carta é porque, provavelmente por algum engano, a Sra retirou um livro nosso e ainda não o devolveu. Lembramos que o livro é para uso comum, e muitos outros leitores devem estar sentindo falta deste exemplar que ainda não foi devolvido. Além disso, privamos outros ávidos leitores a terem acesso a obra que está de posse da senhora. Como dissemos, provavelmente foi algum engano. Esperamos que o exemplar seja devolvido o mais breve possível.", e ainda terminava com um atenciosamente...
Na verdade não tinha sido engano algum.
Eu tinha(tenho) tanto apego aos livros, que não conseguia devolvê-los.
Por isso nunca mais tive carteirinha de nenhuma biblioteca, o que deve ter causado um grande alívio para todas elas.

Passei a comprar meus livros até meio compulsoriamente, porque muitos nunca li.
Momento vergonha alheia bem sei, mas é a verdade. Tenho livros comprados nunca lidos, mas só de saber que estão ali em casa comigo, me dão um certo alívio mental.
Enfim, espero que mais leitores sejam formados ao longo da minha história, faço isso com meus filhos, e consegui uma boa turma.
Ler é viajar sem sair do lugar.
Frase meio clichê, mas é a pura verdade.
Lendo conheci o mundo e as suas maravilhas, desde as poesias de Drummond até as pirâmides do Egito.
E nos meus momentos mais difíceis, meus livros salvaram minha alma de uma dor maior.Por isso, ler é incrivelmente libertador.
Quando você adquire conhecimento de alguma coisa ou sobre alguém, não o perde nunca mais, é herança infinita, e a leitura nos coloca em patamares além do imaginado.
Muitas pessoas não tem nenhuma formação acadêmica formal, mas já leram sobre tantas coisas que são conhecedores da vida. A leitura não diferencia pessoas. Não importa sua cor, religião, nacionalidade ou ideologia política, ela abraça a todos por igual.
Isso não é genial?
Ler me transformou no ser pensante e pulsante que sou hoje.
Isso é que desejo para o mundo: leiam!
Quem sabe um dia, nossas cabeças pensantes não se cruzam e a partir daí, não criamos uma nova história?


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