quarta-feira, novembro 25, 2015

A REALIDADE NUA E CRUA

Imagine que você se acha num patamar mais elevado intelectualmente falando, que as outras pessoas.
E imagine que você justifique esse patamar pela sua não dependência de aparelhos e mídias sociais.Sim, você tem celular,  facebook, twitter, blog, snapchat mas não vive para eles. Você consegue se desplugar totalmente dessas coisas que te permeiam sem a menor cerimônia. Você não morre porque saiu de casa sem o celular. Ou porque não postou nada no blog, no instagram ou fez algum vídeo no snapchat.
Eu me considerava esse tipo de gente.
Até o dia em que meu notebook foi pro espaço e eu fiquei literalmente sem chão. Ou sem noção mesmo.
"Como vou assistir meus filmes no Netflix?' Essa foi a primeira e angustiante pergunta que me fiz.
Minha vida se resume muito a livros, filmes e músicas. Mas eu não imaginava que se resumia tanto assim...

Se alguém é dependente de vídeos ou postagens, eu sou do Netflix. Pronto, falei.
No meu celular estão registradas todas as minhas senhas, por isso, o celular guarda parte da minha vida, mas eu já fiquei sem celular e nem por isso morri. Mas meu notebook tem lugar cativo no meu coração. É piegas e cafona, mas é a verdade.
Quando estou borocochô é para ele que corro. Daí assisto algum filme ou documentário, desabafo no meu blog, que é este cantinho que mantenho com vocês, e vou vivendo a minha vida. Mas o que vou fazer sem meu computador parceiraço de cama? Simm, eu só escrevo na minha cama, melhor lugar do mundo.

Fiquei sem noção e corri pra ver se tinha jeito, afinal eram anos de puro amor.
Não tinha.
O jeito era arrumar outro, mas e o dinheiro? As coisas nesse país estão pela hora da morte, como dizia alguém lá em Minas. Aí você descobre que tem vizinhos maravilhosos e que trabalham com notebooks! Em frente ao seu apartamento e você nunca reparou? Que absurdo...
Mas vizinho amigo é outra coisa.
Arrumei outro notebook, muito mais moderno e ainda por cima, parcelado.
"Tô sem dinheiro moço e muito precisada desse computador para várias coisas úteis, tem jeito?"
E assim, na base da confiança descobri que tinha jeito.
Sentada na cama pude conferir meus e-mails, propostas de trabalho, enviar currículo, postar no meu blog e, claro, assistir ao Netflix.

Descobri que sou uma fraude.
Confesso minha dependência do meu notebook, como um chocólatra confessaria sua necessidade por chocolate, por exemplo. Algo plenamente justificável eu diria.
Não ligo para fotos, vídeos, facebook e afins, apenas do previsível e risível aparelho que me conecta com todo o restante do mundo.
Que constatação chocante para quem se orgulhava da não rendição apocalíptica das redes sociais!
Ainda estou me recuperando desta descoberta avassaladora, mas digamos que com a volta do Netflix, vai ficar bem mais fácil.


freedom

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