terça-feira, junho 09, 2015

TROCANDO UNS CAUSOS

Eu amo Rubem Alves.
Acredito que a leitura é alimento para a alma, e que a devoramos pelos olhos. Por isso fico muito triste quando encontro jovens e adultos que não gostam de ler.
Como assim?
Ler é a possibilidade de viajar sem passaporte, é ir até a lua sem foguete, é conhecer Arthur sem pertencer a Távola Redonda, ler é transpor os limites da imaginação.
Quem me ensinou a ler foi Drummond, depois foi Rubem Alves.
Com um conheci as poesias e com o outro os causos da vida.
Quando eu era pequena, meus primeiros escritos eram todos cheios de amor e rimas. Talvez por isso, tenha caído de amores por Drummond. Mas conforme eu fui crescendo e me interessando mais pelas coisas que captavam meu olhar, a paixão por Rubem Alves foi inevitável.
O reverso do amor é o ódio, e esse sentimento nunca permeia seus rabiscos.
Falar de ipês amarelos como quem descreve a própria existência é algo muito mágico, e humano. Rubem Alves é um humanista.
Minha escrita é primária, jocosa e melancólica. Traduz a maneira como enxergo a vida de uma maneira geral, só organizo meu olhar conforme racionalizo minha existência.
Meu único medo na vida sempre foi ficar obsoleta, e ler é a melhor maneira de nunca envelhecer.
Claro que não me refiro a questão da idade, mas do envelhecimento da alma.
As vezes gosto do que escrevo, outras vezes nem tanto. Mas mesmo assim insisto.
Na minha imaginação transloucada sempre acredito que exista alguém que pare para ler o que escrevo, e que, melhor ainda, ainda goste.
Como Rubem Alves nunca escrevi para aplausos, só para compartilhar o pensar.
Tomara que de fato alguém goste deste compartilhamento, e saia compartilhando o seu pensar também por aí.




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