quarta-feira, março 20, 2013

DIA 3

Dia 3

Hoje o dia começou realmente tenso.
Principalmente porque fico triste quando os remédos não me permitem acordar e arrumar o café das meninas. Isso acaba ficando a cargo do meu marido e da Gaby.
Ninguém reclama, mas acho chato isso, princpalmente porque as meninas adoram que eu as acorde.
Mnha consulta com a psiquiatra seria as 12 horas, mas só percebi isso por volta das 11:15 horas, e além disso, como poderia ir numa consulta exatamente no horário em que as meninas chegam? Problema.
Liguei e avisei do meu atraso. A Gaby chegou da faculdade e eu sai feito uma louca (pouco mais) para a consulta. Qual a minha surpresa quando chego e a secretária avisa que a doutora me "encaixou" para amanhã as 09:00 horas.
Me descabelei a toa?
No caminho de volta, que faço a pé, me coloquei a pensar sobre como é difícil engolir a vida a seco.
Quando saio pra jantar com meu marido e tomo uma caipirinha, por exemplo, fico mais leve, mais solta, tudo parece menos complicado. E que atire a primeira pedra quem  nunca se sentiu melhor sob o efeito de alguma substância anestesiadora.
Levantar da cama é tão sublime para alguns.
Agradeça por estar viva, ter saúde perfeita, um teto, um trabalho.
Sou mesmo muito mal agradecida.
Ingrata.
Hoje tenho PUC, então melhor parar por aqui.
Vou fazer a mão.
Uma manicure também é ótima terapeuta, depois tomo um café e vamos em frente.
Todos vivemos dias de inferno.
Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens.
Salve Nietzsche.




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