terça-feira, fevereiro 26, 2013

A FRAGMENTAÇÃO NO MURO DAS CERQUINHAS

Eu hoje vou fazer uma pausa pra falar de feminices.
Se você imaginou que o assunto são cremes, perfumes e afins se enganou profundamente. Quero falar sobre o direito a felicidade que as mulheres tem e sobre seus papeis na sociedade.
Assuntinho chato né, mas necessário para uma reflexão.
A questão da felicidade feminina parece ser um assunto sempre meio subjetivo, condicionado, atrelado a outras idéias ou subterfúgios. Muitas vezes de fato esteve e está, dependendo da educação, meio cultural ou ignorância (no sentido de desconhecimento) que possa acometê-la. Mas é de comoção risível uma mulher que, aparentemente se mostra tão culta, tão prolixa sempre, entender como revolução corporação posar nua para a Playboy.E ainda pior, considerar isto o ápice de sua felicidade.
Desde quando posar pelada para uma revista masculina é uma revolução corporal ou supremo ato em prol da felicidade? E de que tipo de felicidade estamos falando aqui?
As mulheres que posam nua, na minha opinião, denigrem a imagem de todas as mulheres. Colocam-nos em uma tábua rasa e nos inigualam a qualquer mercadoria que por alguns trocados pode ser adquirida. E o mais ridículoé a verbosidade de quem posa.
Eu imagino que essas mulheres devem ter uma necessidade imensa de aceitação e veneração, algo a ser resolvido nos cânones da psicologia. E aí me vem a mente as garotas do movimento Femen, de origem ucraniana em que as moças protestam mostrando os seios.
Li em uma revista que são recrutadas apenas garotas loiras e extremamente bonitas. Não sei se é verdade.
Mas na Ucrânia muitas moças foram vítimas de estupros por conta desse tipo de protesto.Segundo relatos, iam presas e os próprios guardas as estupravam.
De uma maneira ou de outra, o movimento ganhou fama internacional, recrutou e treinou uma brasileira auto intitulada Sara Winter, e segue mostrando seus corpos nus. Claro que os seios das meninas acabam chamando mais atenção que o próprio movimento, e é incoerente o discurso de que se não fosse o choque dos seios expostos não seriam notadas e que esta é a marca do Femen. Não dava pra ser o cérebro?
Posso estar equivocada, mas já vejo um embotoamento desse tipo de manifestação.
A liberdade nasce da submissão e nós, mulheres, não podemos nos deixar colocar em tal situação.
Portanto vamos provocar e repensar um pouco a respeito de nosso papel, não como categoria, mas como indivíduos que somos.



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