terça-feira, dezembro 04, 2012

VOCÊ SABE DIZER "NÃO"?

A palavra "não" é pequena, mas traz consigo uma implicância e peso muitas vezes insuportável.
Quando crianças seguimos regras em que dizer "sim" ou "não" ficava mais claro a medida que compreendíamos as limitações de nossa liberdade. E responsabilidade consequentemente.
Por que é difícil dizer "não" na vida adulta?
Na maioria das vezes por medo em desagradar aos outros.
Já percebeu que muitos de nós ao sermos questionados sobre algo respondemos quase sempre o esperado? Você em sua mente pensa completamente diferente, mas responde o esperado, principalmente se o outro diz "seja sincero". Como assim, ser sincero, já pensou?
Todos temos um lado mais obscuro, um lado sombra, que eu chamo vulgarmente de "demônios". Eu mesma convivo com vários.
O que eu percebi, no meu caso, é que a minha educação mental estava voltada para o "me". E quando os outros não "me", minha educação mental e suporte partiam para os remédios. E quando eu fico na cultura do "me" não me valorizo, não me aprecio, me exijo além do que posso, me comprometo demais e aí, neste momento, cultivo meu lado sombra. São quando os demônios aparecem e infernizam a sua vida com culpas.
Fomos criados ignorando muita coisa.
Quando digo"nós", me refiro a quem tem seus quarenta anos e mais um pouco. Não por culpa de nossos pais que fizeram o melhor dentro de seu melhor para cada um de nós. Mas porque, à excessão da classe intelectualizada da época, a imensa maioria dos mortais trabalhava pra colocar pão na mesa e educar dentro das possibilidades seus filhos. E isso significava nunca, jamais, questionar. Inclusive os próprios pais.
Aliás a palavra questionamento já foi associada por muitos anos, e ainda o é, dependendo de quem ouve, a desrespeito.
O fato é que, se você não "se bancar" não consegue viver o dia seguinte. E "se bancar" significa ter a sua própria atenção, confiar em você. É nesse momento que você empaca.
Responsabilidade é ótimo, obrigação é um horror. E dizer a tal da palavrinha "não" e assumir teus gostos, tua liberdade, teus limites, teus medos e limitações sendo sincero (não fazendo o esperado), resulta até em ser mal compreendido.
A questão que quase ninguém enxerga é que, muita gente já se abandonou na vida e vive, exclusivamente, para se meter na do outro. E o pior é que a gente permite!
Eu sou plenamente substituível para que esse outro busque outra pessoa que melhor lhe convenha. Vou viver minha vida me preocupando com o ouvido do outro? Procure alguém que te agrade mais. Fique a vontade. Até porque você não me interessa, e esse "você" se aplica a família, amigos, amores...
A minha vida tem que funcionar pra mim e eu preciso ficar do meu lado para que isso aconteça.
A gente não deve gostar de todo mundo e nem ser legal com todo.
Busque o reconhecimento. Primeiro o teu, porque o do outro vai embora logo.
A sua energia gera uma "aura" que todos sentem. E respeitam.
Apesar de suas neuras, estresses, xingamentos, quando você se habita, as pessoas sentem. Claro que isso incomoda, e muitos vão querer te expurgar. Literalmente.
Mas outros que até não gostavam de você, passaram a te admirar.
E se tem algo que estou aprendendo(dia a dia)é que eu não estou aqui para ser bom pra todo mundo, estou aqui para fazer o que eu posso.
E não preciso da sua consideração, porque EU me considero. Nunca mais vou "fazer a linda" pros outros tentando salvar o mundo e jogando minha vida no lixo.
Lembre-se que "aquilo que eu planto em mim, eu planto no mundo".Eu vim neste planeta para "me ajudar" e "me melhorar".Não vim salvar ninguém.
Pelo menos ninguém me avisou sobre isso até esse momento.
Eu troco com todas as outras pessoas, mas o meu compromisso maior é somente comigo mesma.
Você precisa existir para você mesma porque para os outros, você é plenamente substituível.



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