quinta-feira, dezembro 27, 2012

SOLIDÃO - AMIGA BOA

Outro dia li uma crônica da Danuza Leão que gostei muito.
A crônica falava sobre a solidão, e o quanto as pessoas podem não compreender que, para muitas pessoas, a solidão é uma opção.
Nem todo mundo ama ficar rodeado de gente o tempo todo, ou morar com alguém, ou comemorar eventos como Natal e Ano Novo como os demais. Muitas vezes o fato de estar só, não pode ser associado a solidão, mas a um desejo de vida, a uma escolha.
Muitas pessoas odeiam e não sabem ficar só. Nem consigo mesma.
Sabe aquela pessoa que já liga a tv quando entra em casa só pra ouvir outra voz, que não seja a sua? Pois é. Saber viver só é um desenvolvimento que poucos exercitam.
Para viver só é exigido algo que não costumamos praticar na vida: o uso prático da vontade.
Normalmente nos submetemos a vontade e ao desejo do outro, mas nunca a nossa, e por este motivo nos enfraquecemos. É penoso praticar a nossa vontade, isso implica em dizer "não" à muitas pessoas, e por vezes, as pessoas não sabem, e não querem, entender o "não" do outro.
Então, antes de tudo é preciso saber qual é a sua vontade. Determinar e desejar o que se quer também não é fácil. Fomos criados para atender as vontades alheias, então como saber, de fato, quais são as nossas?
É preciso esforço para determinar o que é vontade sua, do que é condicionado a ser.
Uma maneira para realizar essa identificação, é justamente o exercício da interiorização. Há uma desordem mundial exacerbada, incentivando como valor máximo da felicidade o consumir e o estar com muitas pessoas. Isso é mentiroso. Mas é mentiroso pra mim.
E pra você?
Percebe como é trabalhoso essa identificação sem a interferência dos valores externos?
Portanto, os passos são: identificar a sua vontade, exercitar teoricamente e posteriormente praticá-la.
Dentro dessa prática pode ser inserida a questão da solidão. E o gostar de estar só.
A solidão precisa ser dissociada da tristeza.
Muitas pessoas vivem só e felizes. Isso não as torna antipáticas, anti sociais ou margas. É maravilhoso descobrir esse viés da felicidade, que vai na contramão do estabelecido por uma sociedade em declínio como a nossa.
Voltarei a tratar desse assunto em outro momento, abordando também a questão religiosa e o quanto ela pode interferir - negativamente - ou intervir a nosso favor, nessa questão do uso prático da vontade e da solidão positiva.



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