quarta-feira, dezembro 05, 2012

O OLHO QUE HABITO

Quem educa nosso olhar?
Além do olhar "físico" que é parte de muitos de nós, há também o enxergar, que é o nosso referencial para o mundo.
Olhar o outro sem o crivo da crítica julgadora ou do pensamento duvidoso, não permitir que essa dúvida acometa a boca.Digo isso porque, no momento que esse crivo acomete a boca, fazemos nascer daí a conveniência da ditas "fofocas".
Melhor seria calar.
Assumir o calar significa retirar as traves de nossos olhos, e isso exige esforço.
É preciso lembrar que nosso olhar carrega nossa história e também nossa moral, e que estas não podem servir de parâmetro para enxergar o outro. Mas também somos nós, covardemente, vítimas desse mesmo nível de ignorância.
Visto sob este ângulo, estamos todos cegos.
Convenientemente e preguiçosamente cegos.
Mudança cara amiga, não se restringe aos campos estéticos. Longe disso.
É tão frustrante repetir e repetir a retirada das traves, gravetos, se esquivar da língua que estala feito chicote.
Cansa ser nobre.
O estofo dessa qualidade é pesado.
Não é pertinente ao fracos esse estofo.
Tenhamos um olhar imparcial, sejamos fiéis combatentes da moral fraudulenta, mesquinha, mentirosa e que adula a conduta humana para o que de pior nela habita. Cabe a nós a tarefa de não perpetuar essa farsa. Que cada um paute por suas convicções é plenamente aceitável e respeitável. O não tolerado é medir a decência e a moral apenas pelo olhar. Apenas pela decência que habito. Pela virtude que norteia minhas ideias.
Sejamos todos céticos à língua alheia.
Indignemo-nos todos!
É hora de exorbitar, ultrapassar os limites da visão que nos fora estrategicamente impostas.
Sejamos razoáveis.
Covardes nunca!




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