terça-feira, julho 03, 2012

VALENTE

Eu sempre me considerei uma pessoa espiritualista.
Não daquele tipo que lê romances espíritas ou recorre a um passe magnético quando a coisa fica feia. Na verdade eu não tenho disciplina com os chamados deveres do espírito e, apesar de já ter sido muito atuante,  não me encontrei em um lugar apenas. Tenho as minhas preferências e adoro a sensação de sentar naquele banquinho pequeno, ouvir o chamado e sentir a vibração energética me conduzindo a amparar pessoas que, naquele momento, precisam de um acalanto.
Apenas quem já incorporou uma entidade sabe o que isso significa.
Foi um caminho longo até que eu aceitasse sentar no banquinho, cética que sempre fui, precisei de fato sentir e viver o processo mediúnico para acreditar. Não que me faltasse fé, pelo contrário. Era justamente pela minha fé que o ceticismo se instalava.
Mas tudo está sempre certo, nós é que desconhecemos os caminhos.
Hoje estou afastada dos trabalhos mediúnicos, mas a minha necessidade de trabalhar (ou atender, como queiram) é tão grande que as vezes sinto que me falta o oxigênio.
Eu vivo a minha fé desde criança, quando me sentava no chão do banheiro e conversava com São Judas Tadeu. Acho que era o único santo bonito que a minha mãe tinha, então acabou sendo "o escolhido". Desde então foram muitos pedidos impossíveis, desde uma recuperação de saúde até dinheiro pra pagar a conta d'água.
Mas os anos passaram e me encontrei com São Miguel Arcanjo. Nunca mais nos separamos.
Com a introdução à espiritualidade, também agreguei Nossa Senhora da Conceição e, claro, o Sagrado Coração de Jesus. No sincretismo popular é possível ser devoto de Yemanjá e ao mesmo tempo de Nossa Senhora da Conceição, por exemplo., e isso é muito bom.
O fato é que a fé não é uma muleta na minha vida, é o meu oxigênio, meu combustível, minha necessidade real de existência e percebo que, quando fico afastada dos trabalhos de doação, minha condição humana regride.
Estou lendo "Missionários da Luz" de Chico Xavier e nunca tinha me dado conta sobre a magnitude de suas obras. Óbvio que assisti "Nosso Lar" e etc, mas ler uma publicação do Chico é ser transportada para outra dimensão. É aprender nos detalhes.
Amanhã volto pro trabalho, a causa de todos os meus remédios atuais, e acredito que, não fosse pelo livro, pelo meu retorno às orações, e meus mantras, que gosto tanto, não conseguiria.
Ainda não sei se vou conseguir, mas estou armada com as armas de Jorge, Miguel, Maria...

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