quarta-feira, junho 13, 2012

O INFERNO SOU EU

Eu queria ter a serenidade dos monges e a sabedoria dos...sábios.
Queria encontrar o equilíbrio perfeito quando alguém me fizesse uma provocação boba e gargalhar quando tentassem me tirar do eixo.
Queria não me deixar perturbar com frases e pessoas idiotas.
Mas eu sou o próprio inferno e me resigno a saber que sofro dessa tristeza involuntária.
E é com essa certeza e resignação que carrego este corpo a 43 anos.Não sem os devidos constrangimentos sociais, normais para uma pessoa que sabe ser a única que sempre perde com o sofrimento compulsório e desnecessário.
Por algum tempo consigo me dedicar a ser uma pessoa mais serena e menos implicante comigo mesma. Nestes tempos eu durmo feito bebê, leio livros de 700 páginas, medito, rezo, me alimento melhor. Mas essa hipocrisia dura pouco, bem pouco mesmo, e logo volto a ceder aos meus ataques de inconformismos, indigno por coisas sem solução,  me descabelo e choro por gente vazia.
Sofro.
Por quê não posso voltar para a casa que meu marido construiu dentro do nosso quarto e, de lá, avistar a paisagem verde que tanto amamos? Só deitar no peito do meu amor deveria bastar...
Mas, como eu disse, o inferno sou eu, e meus demônios não me dão sossego.
Sigo tentando encontrar um meio termo e uma evolução para o meu descabelo.
Não é fácil, e se assim fosse, não carregaria este corpo de espírito cansado a 43 anos.

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