quinta-feira, junho 14, 2012

ENTREVISTA

Hoje não dormi muito bem.
Acordei como quem ainda não tinha  ido deitar e senti uma vontade forte de ficar na cama. Me agarrei  a uma racionalidade desesperada e fui trabalhar.
Tem dias em que só torço pro relógio trabalhar mais rápido, mesmo sabendo que esse pensamento é idiota porque o relógio marca o mesmo tempo sempre. Mas como sou uma idiota descarada, torço pro dia passar mais depressa.
O que eu não gosto nesses dias é que fico meio introspectiva analisando cada pessoa, cada fala, cada gesto e aí fico decepcionada comigo.Queria ser daquelas pessoas que são tão decididas, mas tão decididas, que nada as tira do foco. Sabe aquelas pessoa que tem tudo planejadinho, segue uma concordância e não se afasta? Pois então, sou o inverso disso.
Ontem eu planejei ir trabalhar de calça preta e camiseta. Acabei indo de jeans e blusa de seda. Então veja, se não consigo planejar nem a roupa do dia seguinte que dirá coisas mais sérias.
A grande verdade é que não sei cuidar da minha vida organizadamente.E com o passar dos anos essa minha tendência ao caos só faz aumentar.Também tenho adquirido novos e péssimos hábitos.Por exemplo, passo horas remoendo coisas que me chatearam e busco um entendimento sobre o comportamento humano que nunca vai acontecer.Coisa de gente velha? Pode ser. Quando vejo minha mãe reclamando mil vezes sobre umas coisas que já aconteceram a uns 30 anos e, sobre pessoas que já desencarnaram, fico assustada. Não com as reclamações em si, mas com a semelhança comigo.
Esses dias não tenho dormido muito bem. Além das coisas habituais que me tomam o sono, quando durmo tenho pesadelos. Acho que preciso rezar mais e me apegar as coisas de real importância, tipo a minha família e eu mesma. É dureza essa minha mania de achar que todo mundo é bonzinho. Na prática não é bem assim que acontece.
Queria que o mundo fosse como o comercial da coca -cola que dizia que os bons são maioria. Ultimamente só tenho encontrado uma maioria bem ruim.
Mas deve ser a minha necessidade de dormir, ou a velhice chegando.
Talvez seja as duas coisas.



Imagem reprodução: http://www.inslee.net/blog/index.php

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