sexta-feira, janeiro 06, 2012

MADEMOISELLE

Eu não sei vocês, mas eu penso que amar é fundamental. Mais ou menos como respirar ou comer.
Claro que essa empreitada é exigente e pode ser fatal também. Até porque não se escolhe o objeto escolhido, e pra piorar, não são poucas as vezes em que o dito cujo não vale um dólar furado.
Não quero menosprezar o espécie macho alfa, muito pelo contrário, sou muito apegada a um macho alfa, mas fato incontestável é que a maioria traz uns ranços medievais do berço e adora queimar mulher em fogueira. Não literalmente, graças a Deus. Mas mulher se sente exterminada quando não pode se expressar, ou quando é explorada, oprimida, enganada. Ou quando faz pudim de leite e o cara agradece pelo manjar delicioso. Sacanagem à parte, quem não conhece ou ouviu falar de alguma mulher que teve a vida destruída por conta de mau caráter qualquer?
Convenhamos que os números jogam contra as mulheres, basta visitar alguma vara de família e constatar o abandono e a revolta com que muitas relatam seus "causos" de amor.
Mas o amor também pode ser sublime e libertador, que o diga Simone de Beauvoir e sua paixão por Sartre.
É possível um contrato de exclusividade no amor?
Alguns acreditam que amor não têm a ver com exclusividade ou laços eternos, apenas com honestidade e dedicação.
Prefiro juntar tudo e sorver.
Pelo bem ou pelo mal, ainda penso que amar é fundamental, e juntando os cacos não se reconstrói, aprende-se novas técnicas de amar e ser feliz. Cria-se novamente algo novo.
Mas não sejamos hipócritas ou conformistas.
Como dirá minha tatuagem nova: "QUOD ME NUTRIT ME DESTRUIT".
O que me alimenta me destrói.




Imagem: Reprodução Fade to Black


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