quinta-feira, novembro 10, 2011

ÍCONE

Muito se fala em preconceito a respeito de opção sexual e raça. Porém, também existe muito preconceito com pessoas ligadas ao mundo da moda e da beleza. A ideia de que, mulher bonita e antenada não pode necessariamente ser também inteligente, é antiga e retrógrada por si só.
O fato de alguém gostar muito de algo, hipoteticamente, apenas ligado a superfície, não há torna artificial. Não há garantia de inteligência apenas no mundo acadêmico, haja visto nossa grande massa de políticos renomados que desandam a fazer e falar besteira. O intelecto de uma pessoa anda paralelo a suas escolhas, óbvio, mas estas podem ser muitas.
Aliás, sempre entendi que, as pessoas que se dedicam única e exclusivamente a determinado assunto, acaba ultrapassada e chata pra caramba. Talvez por isto tanta gente desconheça e desgoste de literatura e filosofia, entre tantas outras maravilhas.
Alinhado a isto, li uma declaração de Diane Von Fusterstemberg, que para quem não conhece, é musa criadora do famoso vestido envelope, além de ser pessoa de uma autenticidade e sinceridade ímpar. Basta acompanhar suas palavras e trajetória para constatar, não é necessário ser figurinha carimbada da moda ou de rodas sociais pra se admirar alguém que não pertença a sua turma de amigos. Isto é, como diria um amigo meu, básico.
Não que lhe falte condições pra isso, mas Diane nunca fez intervenções plásticas no rosto, e por conta de uma palestra na FAAP, onde esteve para contar sobre sua trajetória pessoal e profissional, houve a oportunidade de ouvir da própria Diane, uma declaração que serve de exemplo aos excessos descabidos que temos visto serem feitos por tantas e tantas mulheres, apoiado por médicos desqualificados.
Quando perguntada sobre o desejo das mulheres de nunca envelhecer e sua obstinada busca pelo rejuvenescimento constante, Diane, que nunca sequer utilizou-se de injeções de nenhum tipo, deu a seguinte resposta “Minhas marcas de expressão são minha vida, e fico feliz de olhar o passado e ver que vivi e me diverti. Por que eu iria querer apagar essas marcas? Sei que muitas pessoas olham para mim e pensam ‘ela deveria fazer alguma coisa nesse rosto!’, mas não ligo. Outro dia recebi lindas rosas, que deixei na minha mesa. Uma semana depois, elas já não estavam mais tão lindas, tinham manchas marrons e estavam caídas. Fiquei olhando para elas um tempo e cheguei a conclusão que… mesmo assim, elas ainda eram lindas rosas! E é isso. Prefiro ser uma rosa velha que uma rosa de plástico”.
Uma bela lição, de uma bela mulher de 64 anos.









Imagens Reprodução: Vogue Dia de -Beauté

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