quinta-feira, julho 21, 2011

EU, VOCÊ E O NOSSO AMOR




Eu não tenho apego algum ao meu cabelo, para seu completo desespero. Se pudesse, cortaria um bocado a cada quinze dias e, cada vez que digo isso, você me olha com os olhos arregalados e diz “tá brincando?”, mal sabendo você o quanto me divirto com seu espanto.
Pode parecer contraditório, mas você não suporta quando fios de cabelo começam a pulular na sua cabeça. Você se assumiu um careca convicto e se dedica a isso com o entusiasmo: “meu cabelo já cresceu amor...” e apesar de não ser possível enxergar absolutamente nada a olho nu, concordo balançando a cabeça.    
Você tem um temperamento inquieto que eu me esforço pra domar. Acho que ninguém consegue interpretar melhor que eu o significado da sua sobrancelha arqueada.  E ainda assim estou longe de ser PhD em você.
 Você se diverte com meu vocabulário próprio e estranho, mas sinceramente você é quem mais me diverte com suas caretas e sua capacidade absurda de ser absolutamente adorável até de mau humor: e olha que seu humor não é dos melhores...
Recentemente descobri o que me faz feliz neste mundo. Voltávamos pra casa depois de mais um domingo comum de feira. Eu carregando minhas flores e você puxando nosso carrinho carregado de frutas, verduras e legumes. Num determinado momento nossas mãos se desprenderam e senti seus dedos buscando novamente os meus, mas foi somente quando eles se reencontraram que olhei pra você recebendo de volta um sorriso e a constatação: o que me faz feliz neste mundo é voltar pra casa com você.

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