sexta-feira, abril 01, 2011

COMO AMAR UMA CRIANÇA

Meu trabalho as vezes é muito desgastante, mas um tanto elucidativo sobre a realidade que fica "encoberta" aos olhos urbanos.
Quem assiste aos noticiários ou lê a página do jornal responsável por trazer as informações do cotidiano, certamente já sabe de cor e salteado sobre os índices de violência infantil e todas as suas vértices.Mas acontece que eu não leio essa parte do jornal e não assisto aos noticiários, portanto, desculpem a minha indignação ou revolta burlesca, mas ela é sincera.
Tenho visto crescer vertiginosamente o número de violência, maus tratos e descaso com a infância e com nossas crianças.Dia após dia vejo casos de crianças vítimas de queimaduras por álcool, água quente no fogão e ingestão de medicamentos controlados.
Dia após dia vejo os pequenos expostos a atropelamentos em rodovias pelo simples fato de estarem na rua em um horário impróprio para qualquer ser adulto estar na rua, quiçá uma criança.
Cada vez mais também observo crescer o número de jovens meninas moças que, na flor de seus 12, 13, 15 anos de idade, estão dando vida a outras crianças.Parece brincadeira a la mamãe/ filhinha, mas não é.Essas meninas estão engravidando e interrompendo etapas de suas vidas que provavelmente nunca mais serão resgatadas.
Quanto aos garotos, a tragédia se abate em forma de traumatismos crânio encefálicos, provocados invariavelmente por motos ou carros dos próprios pais.O interessante é que esses meninos não tem dinheiro para comprar as tais motos, logo, quem dá o brinquedinho por volta dos 14 anos, são os próprios pais.
Irônico, não é?
Quando passamos em frente a bares ou shoppings de circulação, o que mais vemos são jovens meninas e meninos com garrafas de bebidas nas mãos, gargalhando, gesticulando e gritando, numa ânsia de parecer um adulto patético e esquizofrênico.Nem precisava tanto...
Onde estão os pais que deveriam cuidar da pequena criança perto do fogão?
Onde estão os pais que deveriam orientar as meninas e os meninos em plena evolução corporal e no auge de seus impulsos e desejos corpóreos?
Onde estão os pais que permitem a essas criaturinhas pequeninas estarem em avenidas , rodovias, ruas de bairro até, em plena madrugada, quanto deveriam estar dormindo aquecidas e protegidas em suas caminhas?
E o que dizer da conivência de muitos pais ultra modernos, que se transformam no amigão e compram motinhas envenenadas e beiram o absurdo de deixarem o "filhão" usar o carro da família?
Em um mundo de papéis invertidos, aonde nós adultos nos comportamos cada vez mais como crianças e adolescentes, é uma impertinência exigir dos pequenos que se comportem e ajam como tal.
Amar um filho é lhe permitir ser exatamente isso: filho.
Não devemos imaginar que de nossas negativas surgirão adultos problemáticos ou dependentes químicos. Na verdade, os filhos gostam mesmo é de ouvir o bom e velho "não".
Recomendo ler: COMO AMAR UMA CRIANÇA - Janusz Korczak



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