terça-feira, março 08, 2011

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

Eu me pergunto diariamente do que são feitas as pessoas, além da óbvia resposta: carne e osso.
Me pergunto todos os dias por que me acho tão diferente de todo mundo.Por que acho a maioria das pessoas tão banal e sem graça.Por que a maioria das coisas não me agrada e por que sempre teimo em analisar absolutamente tu-do.E por que eu sofro tanto com determinadas coisas e não deixo prá lá como todo mundo...
Talvez se eu fosse igual a maioria das pessoas não teria tantas noites em claro(coisa que quase ninguem sabe, inclusive meu marido), e talvez não andasse a escrever por tudo o quanto é canto.
Eu já disse que sou chorona.
Mas o que eu não disse é que me magoo com facilidade.
Qualquer minhoca é capaz de acabar comigo.
Sou capaz de chorar por horas a fio e ficar com a cara inchada por conta de uma palavra atravessada.
E pra piorar as coisas, eu não esqueço com facilidade.
Fico remoendo pensamentos e atitudes até conseguir chegar a uma conclusão que me agrade, e não teria nada demais nisso não fosse o fato de que essa situação pode durar meses.
Eu tenho um amigo que mora em Itú, é casado e tem um filho de dezoito anos.
Esse meu amigo não ama a mulher dele, mas acha que "deve" muito a esposa, então ele não se separa.
Nós sempre conversamos pela internet e eu digo a mesma coisa continuamente: busque a sua felicidade.
Mas andei pensando e percebi que temos a mania de achar que a nossa felicidade está ligada diretamente a outra pessoa.
Quem garante que a felicidade virá quando ele não estiver mais com ela?
A felicidade precisa estar em nós.
Este final de semana li um artigo que dizia: "Deus me livre de ser feliz", e achei o texto apesar de engraçado, muito realista em algumas coisas.
Por exemplo, essa busca desenfreada pela felicidade, beira o ridículo.
As revistas dizem"faça isso" ou então "faça aquilo e traga a felicidade", oras que coisa idiota.
A felicidade não pode estar atrelada a nada ou a ninguem, exceto a nós mesmos.
Digo que sou grata sempre e é verdade.
Sou muito grata por ter tantas coisas e pessoas que me amam, mas daí a dizer que sou feliz é muita pretensão.
Eu tenho felicidade em muitos momentos: quando estou em São Thomé no alto do cruzeiro e olho aquele verde a perder de vista por exemplo, choro de alegria.Ou quando estou deitada olhando nos olhos do meu marido e ele diz que me ama com o rosto sério e depois me abraça forte, sempre choro.Bem quietinha, pra não parecer ridícula, mas choro.Ou quando minhas meninas estão dormindo aquecidas em uma noite fria.Ou quando meus filhos estão em casa, seguros, protegidos de todas as maldades, também me emociono.
Quando algum fato lembra meu pai ou minha infância, também choro.
Me acho meio boba as vezes por analisar criticamente as pessoas e situações, mas sou assim desde sempre.
Quando ouço uma frase fico analisando o que de fato está sendo dito.
Não tenho apego a quase nada e amo de paixão um tanto de coisas fúteis.Quem me entende?
Tenho fome de ficar sozinha, assim sem ninguem e as vezes sinto vontade de sair a ermo sem destino.
Ultimamente estou um pouco narcizista, escrevendo sobre eu mesma e meus sentimentos.
Vai passar.
E no final amanhã será outro dia e tudo vai caminhar.
E no final, eu sou só mais uma pessoa neste mundo imenso.
E no final, quem liga se eu choro ou não?Quem se importa com a minha dor?Quem se interessa pelo o que eu sinto?
No final, sou só mais uma pessoa perdida.
Como a grande massa de perdidos e inconformados que andam pelas ruas e avenidas sem ninguem notar.
No fim não vai fazer diferença mesmo...


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