segunda-feira, dezembro 20, 2010

EU, MEU MARIDO, MEUS FILHOS E MEUS GATOS



Olá meninos e meninas.
Eu fui criada e educada para ter cachorros.E os tive.
Eu adoro a alegria descompromissada dos cães e o fato de que independente do seu estado de humor, eles são sempre capazes de arrancar de nós um sorrisão.
Eu nunca gostei de gatos.Aliás, eu sempre tive pavor de gatos e cheguei até a dizer" Gatos? Deus me livre".
Mas quis a vida me dar uma lição e a quase quatro anos atrás minha filha adotou um gato preto a quem demos o nome de Kazú.
Antes do Kazú nós já tínhamos adotado uma gatinha chamada Sofia que acabou sendo envenenada para grande tristeza de meus filhos.Depois da Sofia eu realmente não tinha a menor intenção de ter nenhum outro gato, mas o Kazú acabou surgindo na Pet Shop e terminou lá em casa.
O Kazú liderava absoluto, até o dia em que um casal de amigos engravidou e por conta do apartamento pequeno preciram doar seus gatos de estimação.
Fiquei com dó de separar os bichinhos e acabei adotando um gato folgado e gigante chamado Mustaphá e outro timidão chamado Habib.
Neste momento tínhamos três gatos.
Nem vou contar sobre a reação do Kazú quando percebeu que não era mais o dono do território, porque ainda hoje, passados três anos, ele teima implicar com o Mustaphá, apesar dele ter o dobro de tamanho do Kazú.
Numa noite de garoa fria meu marido e minha filha Gaby ouviram um miadinho vindo debaixo da banca de jornal que fica em frente a nossa casa.
Era um filhotinho abandonado e adivinhe aonde ele foi  parar?
Exatamente.Na minha casa.
Lógico que a primeira semana foi um horror, o Kazú(sempre ele!)implicando com o Salim(esse foi o nome que demos), mas inexplicavelmente acabaram se transformando em melhores amigos e a dois meses vivem a rolar pelo tapete da sala, e até o Musta e o Habibão se renderam ao pequeno Salim e suas estripulias.
Neste momento tínhamos quatro gatos.
Estava eu no meu plantão quando uma médica amiga me chamou e aterrorizada me contou sobre uma gatinha grávida que havia aparecido no estacionamento.Ela me disse " Ah Val, a gente precisa arrumar um lugar pra essa gatinha, ela vai ter os bebês na rua e vão morrer todos!" Eu fiquei sem fala.E ela continuou: " Val, o que a gente vai fazer, ela está super barriguda e pra piorar tem uns machucados nas costas.."
Liguei pro meu marido " Amor, tem uma gatinha grávida aqui, será que a gente pode cuidar dela até nascerem os filhotes?" e ele " Claro amor, um gato a mais ou a menos não faz diferença, e a nossa família é grande mesmo..."Dei a boa notícia a minha amiga que quase me asfixiou com seu abraço e disparou " Vou pagar tudo o que ela precisar e vou conseguir quem adote os filhotes, pode ficar tranquila!".
No primeiro dia em que a Lola (esse foi o nome que demos), chegou na minha casa foi um caos.Os gatos a detestaram e descobrimos bem rápido que tudo o que é almofada significa banheiro pra ela.
Cheguei a pensar " Ai meu Deus, o que eu fui fazer?!.."
No dia em que os gatinhos começaram a nascer, eu quase tive um treco e se não tive, foi porque a Gaby fez tudo sozinha, cuidando de cada filhotinho que nascia.Fui trabalhar naquele dia esgotada, tonta e abismada sobre a capacitada médica da minha filha.
Há exatamente três semanas os filhotinhos nasceram(cinco, para ser exata), e a dois dias começaram a abrir os olhinhos.Todos dormem em um cesto gigante comprado por minha amiga ao lado da minha cama e a família inteira não consegue mais se imaginar sem eles.
A Lola parece grata pelo cuidado que tivemos com ela e é um doce, sempre roncando quando nos aproximamos e pegamos um de seus filhotinhos para acariciar.
Neste momento temos dez gatos.
E estamos tão apaixonados pelos filhotes que planejamos adotar um deles.
Somos uma família de dezessete membros e o número cinco parece ser nosso número de sorte: são cinco filhos, cinco gatos e cinco filhotes.
Vou jogar no bicho.
Aliás, sabiam que gato no jogo do bicho é 14, o que somado dá.......um cinco!
Abaixo Lola +5

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