quarta-feira, dezembro 15, 2010

AS MULHERES E A VIOLÊNCIA CONTRA ELAS


Olá meninos e meninas.
Esta manhã uma matéria do jornal O Estado de São Paulo informava queda no número de agressões contra as mulheres e aumento no número de denúncias.
Segundo os jornalistas Bruno Ribeiro e Elvis Pereira, os especialistas apontam que a repercussão de casos como o de Eliza Samúdio e Mércia Nakashima seriam alguns dos fatores para essa estatística.
As mulheres estão denunciando antes das agressões - dizem os especialistas- e a melhoria de renda das mulheres também contribuem para este tipo de ação preventiva.
Tenho ouvido e lido muitas histórias de apoio as mulheres que sofrem violência, porém algumas são equivocadamente de apoio ao agressor, e se você duvida disso, reflita comigo.
Quantas amigas você tem que reclamam indiferença do marido ou namorado, e relatam palavras de sadismo do tipo " você está gorda heim filhinha!" ou ainda, diante de algum comentário sobre algo supostamente pertencente ao universo masculino " mêu, cala a boca, você não sabe do que tá falando..", são exemplos banais, mas corriqueiros.
Isso é violência.
Não podemos generalizar, óbvio, mas um homem que corriqueiramente utiliza palavras e expressões agressivas contra sua namorada ou companheira, está sendo violento contra ela e merece atenção especial.
A grande questão do apoio contra o agressor  acontece cada vez que uma amiga relata a indiferença do marido ou palavras violentas e ouve" ahh, já passei por isso também, não desista, lute pelo seu casamento até o fim!" ou ainda " vocês têm uma família tão linda, converse com ele, seja paciente, ele pode estar passando por algum estresse no trabalho..", isso soa familiar pra você? Pois é.
A linha que separa a violência verbal da violência física é tênue, e o que dispara o gatilho é a tolerância.
Nunca suporte nenhuma atitude contrária a sua dignidade moral, mental ou física em nome de filhos ou família
Os filhos querem e merecem ser criados e educados em ambiente prazeroso e harmonioso.Um ambiente de paz.
Mulheres merecem e devem ser amadas e respeitadas por seus companheiros, e isso não é favor, é direito.
Portanto, se você sofre ou sofreu algum tipo de violência, escancare seus medos e exponha sua dor na exigência de ter sua integridade física, mental ou moral protegida.
Já existe um Projeto de Lei sensacional, em meu ponto de vista, da deputada Elcione Barbalho do PMDB -PA que inclui a agressão praticada por namorado ou ex-namorado como uma das categorias puníveis pela Lei Maria da Penha.
Lembram-se do casal de famosos Dado Dolabella e Luana Piovani?Ela acusou o ex-namorado de agressão e ele foi enquadrado na Lei Maria da Penha sendo condenado a cumprir 02 anos e 09  meses em regime aberto. Uma vitória sem dúvida nenhuma.
A rede de proteção tem crescido, mas ainda encontramos as respostas padrões " ele é um bom pai" ou "ele é um bom marido" vindo de todas as partes, sendo assim, busque uma profissão, um trabalho que lhe dê condições de sobrevivência e busque apoio nas pessoas que possam te ajudar caso necessite abandonar sua casa, porém, documente via Delegacia das Mulheres para ser assistida correta e legalmente.

ACALANTO - CECÍLIA MEIRELES

Dorme, que eu penso.
Cada qual assim navega
pelo seu mar imenso.
Estarás vendo. Eu estou cega.
Nem te vejo nem a mim.
No teu mar, talvez se chega.
Este, não tem fim.
Dorme, que eu penso
Que eu penso nesse navio
clarividente em que vais.
Mensagens tristes lhe envio.
Pensamentos… – nada mais.


MAIS VERDE



A falta que a natureza faz para quem mora nas grandes cidades pode ser vista na cara das pessoas. Quem passa muito tempo sem fugir das metrópoles acaba ficando como elas, cinza, sem graça e atordoado.
Além da falta de cor, a ausência de plantinhas ao nosso redor pode causar muitos outros problemas.

Simplicidade
Uma solução simples é plantar uma horta em casa. A herborista Sabrina Jeha explica que as plantas trazem bem-estar e equilíbrio para os ambientes, que ficam mais harmoniosos e bonitos, além de nos reconectar com a natureza, ajudando a entender seus ritmos e necessidades.
Além de ser simples e ocupar pouco espaço, plantar uma horta pode ser um hobby divertido.
As ervas frescas possuem texturas, aromas e cores, além de poderem adicionar ainda mais vitalidade aos pratos da casa. “São plantas vivas que vão direto para a comida ou para o chá”, justifica a herborista, que é proprietária de uma estufa de ervas orgânicas localizada em um dos centros industriais de São Paulo.

Farmácia em casa
A medicina ayurvédica considera as ervas acrescentadas na alimentação diária uma receita médica eficaz para curar muitos problemas. As ervas de sua horta podem ser escolhidas de acordo com sua constituição ou algum distúrbio que queira tratar.
Sabrina cita alguns exemplos de ervas que podem ajudar a melhorar seu dia-a-dia:
- Para uma casa em que os moradores andam muito nervosos e estressados, conseqüentemente com problemas de digestão, as ervas indicadas são as calmantes e digestivas como o capim-limão (Cymbopogom citratus), a melissa (Melissa officinalis), a camomila (Matricaria recutita) e a cidreira brasileira (Lipia Alba).
- Para casas em que falta ânimo, as ervas indicadas são o alecrim (Rosmarinus off), a hortelã (Mentha sp), que é um revitalizante e a segurelha (Satureja hortensis).
- Um bom começo para sua horta pode incluir algumas ervas básicas: manjericão (Ocimum basilicum), alecrim, hortelã, capim-limão, carqueja (Bacchris trimera) — que é uma erva amarga muito boa para restabelecer o bom funcionamento do organismo, trabalhando os sistemas digestivo e circulatório — e o orégano (Origanum vulgaris), uma erva antioxidante muito digestiva e saborosa.

O ideal é que todas essas ervas, assim como a terra e os fertilizantes utilizados no processo, sejam orgânicos. Caso não encontre, mudas das ervas citadas podem ser facilmente encontradas em feiras e mercados.
Além de uma fonte de cura e harmonização, essas pequenas plantinhas podem ser motivo de momentos meditativos.

Passo a passo
Faça sua horta seguindo o passo-a-passo da herborista Sabrina Jeha.
Material: pedra (brita, pedrisco ou argila expandida), areia ou manta de bidim e substrato pronto ou terra preparada: duas partes de terra de jardim, uma parte de adubo orgânico e uma parte de areia de construção. Misture tudo para formar a terra preparada. 
Em um vaso ou jardineira com furos (para drenagem da água), coloque uma camada fina de pedra. Por cima das pedras, uma fina camada de areia, suficiente para cobrir as pedras ou manta de bidim. Por último coloque terra suficiente para que, quando colocar as mudas, estas fiquem dois dedos abaixo da borda do vaso.
Retire as mudas dos potes e coloque-as em cima da terra. Complete com o restante da terra para fixar bem o torrão. Procure não abalar os torrões de terra. Caso isso aconteça, a jardineira deve ficar uns dois dias em um local apenas com claridade. Caso contrário, deve ir direto para um local ensolarado.
A primeira rega deve ser abundante até a água drenar. 


A falta que o verde faz
A bióloga e professora de Yoga Silvana Cutolo lista os malefícios que a substituição de árvores por cimento pode nos causar:
- aumento da poluição do ar e, conseqüentemente, agravo dos problemas de respiração nos grupos etários de risco, como crianças e idosos;
- aumento da poluição das águas dos mananciais pela falta da mata ciliar no entorno;
- aumento da temperatura do ar, baixa umidade relativa do ar e aumento dos períodos de estiagem;
- alguns cientistas relatam que há um aumento da violência no meio urbano devido à deterioração nos espaços e ao aumento da sujeira pelo acúmulo de resíduos;
- quanto maior a área com vegetação, melhor a qualidade do ar, o microclima e melhor qualidade de vida para todos.


Fontes:
Silvana Cutolo
www.tudovemdanatureza.org.br
Sabrina Jeha
www.sabordefazenda.com.br

Você pode gostar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...