sexta-feira, novembro 26, 2010

DISTANCIAMENTOS..



Olá meninos e meninas.
Achei o assunto tão sério que mesmo postando no "TEMA DA SEMANA", estou repetindo o post aqui.
A ausência de amor e o distânciamento que vivemos de nossos filhos dentro de nossas próprias casas é tão grande que chego a afirmar que os laços afetivos estão seriamente comprometidos.
Erra feio o pai que define e expressa seu amor pela quantidade de mimos e excesso de protecionismo.
Erram feio os pais que estabelecem uma relação de "profunda amizade e intimidade" com seus filhos em detrimento de uma atitude mais firme que poderá comprometer a sua imagem de "pai e mãe modernos".
Amor demais sufoca e idealiza, e a falta dele cria busca por aventuras e despropósitos.
É preciso encontrar a medida.E para encontrar a medida é necessário estar disponível.
Esta semana estamos sendo bombardeados sobre notícias vindas da "Guerra do Rio de Janeiro".
Em todos os jornais da tv e em toda a mídia impressa, só se fala nisso.
As imagens que vemos sentados confortavelmente em nossos sofás são aterrorizantes.Dignas de um filme de Scorcese.
Qual atitude devem adotar os pais nesse momento? Permitir que as crianças assistam a toda essa barbaridade ou mudar para o Discovery Kids ou ainda colocar um dvd para os pequenos?
Decisão difícil esta não é?
A impressão que imagino, devem ter as crianças, é que os adultos que deveriam protegê-las, na verdade são seres ameaçadores.São as pessoas a temer.
Acredito que estes tempos difíceis que vivemos não podem ser ignorados,  e é preciso fortalecer os vínculos e mostrar as crianças o quanto estas são amadas e o quanto há de errado nestes comportamentos que estamos presenciando.
É desde pequeno que se educa, que se estabelece diálogos francos e se estabelecem os vínculos.
Acompanhei a tragédia ocorrida na cidade de Cafelândia em que os pais surraram tanto uma adolescente de quinze anos que esta veio a falecer por traumatismo crânio encefálico.
Este caso foi regulado por um médico durante o meu plantão, e ele foi o responsável por conseguir uma transferência para um melhor atendimento para a jovem na cidade de Bauru.
Posteriormente li na mídia que a causa morte poderia ser suicídio, não sei, mas o que importa é a atitude descontrolada destes pais.
A garota namorava escondida e foi flagrada pela mãe no que resultou a tragédia.
Outro fato que veio a mídia foi a violência dos garotos de classe média agredindo gratuitamente outros jovens na Avenida Paulista, aqui em São Paulo.
Qual o motivo de tanta agressividade?Aparentemente homofobia.
As notícias relatam que os garotos vitimados eram homossexuais.
Mas que transtorno de personalidade têm esses rapazes que seus pais não perceberam ou fingiram não perceber e que acabaram desencadeando essa tragédia?
Alguns pais preferem levar o filho para um tratamento psicológico simplesmente porque não conseguem conversar com o próprio filho.
No caso da garota de Cafelândia, fica claro que não havia nenhum tipo de diálogo e os pais preferiram a violência porque acredito eu, nem sabiam como conversar com a filha.
E no caso dos rapazes da paulista, a aparente falta de convivência com os meninos e educação responsável é clara. Estes rapazes não foram educados para conviver com respeito aos demais, só as próprias regras e conceitos.
É fundamental estabelecer uma relação de transparência, em que os dois lados precisam ser ouvidos e respeitar a opinião sobre o que quer que seja de ambos.
Adolescentes precisam ser responsabilizados por seus atos, e a violência não é o caminho da sabedoria.
Durante a adolescência os filhos percebem que os pais não sabem de tudo, e que não podem protegê-los ou satisfazê-los em tudo, que tem conflitos e necessidades iguais a todo mundo.
Os conflitos surgidos durante esse período são saudáveis e é desta maneira que os jovens amadurecem,avaliam suas crenças e convicções para posteriormente usá-las em suas vidas.
São muitos fatos para reflexão e uma certeza: os pais precisam ser potentes e firmes para reconhecer quando o filho ainda precisa de sua atuação e quando é possível negociar e ceder.
Claro que erraremos muitas vezes, mas nunca pela ausência.


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