segunda-feira, novembro 01, 2010

"RODEIO DE GORDAS??"




O assunto é tão sério que eu não o incluí em outro post, como sempre faço, nos demais dias.Acredito que ele
mereça ser lido e relido separadamente.
Eu ainda estou em choque com o absurdo deste disparate chamado de "Rodeio de Gordas" realizado pelos alunos da UNESP.
Se você por acaso não sabe, vou reproduzir a matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo:


Um grupo de alunos da Universidade Estadual Paulista, uma das mais importantes do país, organizou uma "competição", batizada de "Rodeio das Gordas", cujo objetivo era agarrar suas colegas, de preferências as obesas, e tentar simular um rodeio --ficando o maior tempo possível sobre a presa.

Roberto Negrini, estudante do campus de Assis, um dos organizadores do "rodeio das gordas" e criador da comunidade do Orkut sobre o tema, diz que a prática era "só uma brincadeira".
Segundo ele, mais de 50 rapazes de diversos campi participavam. Conta que, primeiro, o jovem se aproximava da menina, jogando conversa fora --"onde você estuda?", entre outras perguntas típicas de paquera.
Em seguida, começava a agressão. "O rodeio consistia em pegar as garotas mais gordas que circulavam nas festas e agarrá-las como fazem os peões nas arenas", relata Mayara Curcio, 20, aluna do quarto ano de psicologia, que participa do grupo de 60 estudantes que se mobilizaram contra o bullying."

Isso é absurdo!
Como alguém que deveria, pelo menos na teoria, ter um esclarecimento maior sobre tudo, uma visão mais periférica da vida,  já que está cursando uma universidade, é tão limitado intelectualmente??
É possível existir bullying em uma universidade??
A questão é polêmica.
Os alunos envolvidos nesse jogo macabro alegam que era "apenas uma brincadeira".
As alunas envolvidas estão traumatizadas e sequer retornaram para a universidade.
O que estamos vendo nesse episódio ridículo se chama valores distorcidos.O jovem que vai para a Unesp, ou para a USP, ou para Harvard, tanto faz, leva consigo,não importa para aonde vá, seus valores.Aqueles mesmos que a sua mãe e a minha, e com certeza a deles, instituiu e incutiu desde pequenos.
Aqueles valores que nos ensinam e nos dão diretriz para agirmos de forma correta com as pessoas, para termos respeito com as diferenças, para sermos leais, sinceros, honestos.
Valores que ditam a maneira como nos posicionamos na vida e o quanto isto implica na vida do outro.
E é a ausência deles, ou a sua distorção que formam quadrilhas.
Quadrilhas de pessoas que vivem a prejudicar os outros, a agir com crueldade em diferentes níveis e a achar que seus atos justificam-se pelo fato em agir desta forma "somente de brincadeira" ou "sem intenção de prejudicar ninguém".
Quantas vezes você já ouviu um " ah, mas não foi por maldade, a minha intenção era...."
Sabe como ensino esta régua para os meus filhos?
Eu digo:" se todos se divertiram, então foi algo engraçado, mas se apenas você e outros poucos acharam graça e a pessoa envolvida não, então os limites foram ultrapassados, já não é mais uma brincadeira",e ainda acrescento " como você se sentiria caso fosse com você?", hoje falta às pessoas se colocarem no lugar do outro.
Mas existem situações óbvias.
Desde quando "montar" em outro ser humano pode ser considerado um jogo divertido?
Eu não li que houve vítimas homens, apenas mulheres que estavam acima do peso foram exploradas.Então aqui também existe a questão do mais forte subjugando o mais fraco.Ou você acha que outro homem não revidaria com socos e pancadarias?
Nós mulheres somos frequentemente pegas de surpresa com abusos como este.
Tenho certeza de que muitos eram até colegas, então, existe o fator confiança envolvido também.
Confiança.Eis algo que a cada dia que passa vira artigo de luxo.
Aqui deixo o meu repúdio total a estas Bestas - não merecem ser chamados de humanos - e o pesar à todas as vítimas desse abuso.
E as vítimas são de todas as cores, são de todos os sexos, de todas as classes sociais, são adultos e crianças.
As vítimas somos todos nós.
E quero alertar para o fato de que muitas destas Bestas serão os profissionais que nos atenderão no futuro.
Será nestas pessoas que depositaremos nossa confiança em algum momento.
Melhor rezar para que Deus tenha muita misericórdia de todos nós.
Estes seres precisam de punição, e às famílias cabe o papel de orientar seus filhos desde agora para que estes não estampem as páginas policiais do futuro.
E todos os adeptos dessa idiotice, cabe a constatação mais simples: somos todos iguais.



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