terça-feira, junho 29, 2010

Os jovens e as drogas

Olá meninos e meninas.
Hoje o assunto é pesad0 mas extremamente necessário de ser discutido: drogas.
Como vocês já sabem tenho 5 filhos e 3 deles são adolescentes.
Quando eu era adolescente falar sobre as drogas era muito complicado, meus pais por exemplo,nunca falaram sobre esse assunto comigo. No colégio nós sabíamos "teoricamente" quem fumava maconha, e estereotipáva-se sempre as pessoas que se diferenciavam dos demais. Nessa categoria encontravam-se os roqueiros, os surfistas e todos os meus amigos, inclusive eu mesma, por fazer parte desse seleto grupo. Acontece que na maioria das vezes a fama não correspondia a realidade. Muitos dos meus amigos de colégio eram caretas, ou seja, não usavam nenhum tipo de droga, inclusive as lícitas como álcool e tabaco. Eu mesma nunca usei nenhum tipo de droga, principalmente porque sempre fui muito medrosa e me imaginar dependente de qualquer coisa que fosse, me apavorava, então esse pavor da dependência me manteve distante. Ao mesmo tempo, eu tinha muitas responsabilidades com a minha família, perdi meu pai com 16 anos e vim para São Paulo estudar e trabalhar. Morava com a minha irmã e então usar qualquer tipo de droga era algo inimaginável para mim. Bastava inventar moda com o cabelo, usar uma roupa mais amalucada e ouvir rock, esse era o meu barato. Infelizmente, hoje essa lógica não funciona mais. A maioria dos jovens não tem nenhuma identidade, bebe cedo demais, fuma tabaco cedo demais, e também usa muitas drogas de maneira absurdamente jovem. Não existe,na minha opinião, droga leve ou pesada. Existe droga. Os pais na sua maioria, não tem culpa destes estragos todos, são muitas informações e nós pais, sempre queremos o melhor para cada filho. Como consegui-lo?
Eu tenho 41 anos, 7 tatuagens e ainda ouço rock'nroll. Meus filhos não gostam de tatuagens, piercings e afins. Meu filho Guilherme tem 15 anos e gosta de ....samba! Aqueles clássicos que só o povo com mais de 60 anos costuma gostar. É caseiro, organizado e adora estudar.Minha filha Gabriella tem 17 anos e adora rock, mas não usa maquiagem pesada, nunca tomou um pileque na vida e prefere passar todos os finais de semana com a avó do que com qualquer outro amigo. Para ela balada significa levar a minha mãe ao mercado, ou na casa de qualquer outra velhinha na faixa dos 80 anos. Meu filho Pedro tem 14 anos e também adora rock, e o divertimento preferido dele é passar horas e horas jogando qualquer coisa de Star Wars ou assistir pela milenésima vez a trilogia. Eu sempre conversei sobre todos os assuntos com meus filhos, mas os crio à maneira da minha mãe: com ordem. Nenhum deles é perfeito, mas busco imunizá-los com respeito, amor, educação e liberdade vigiada, sempre. Não sei se essa é a fórmula para manter o jovem longe das drogas, mas até aqui,graças a Deus, tem dado certo. Eu tenho observado muita permissidade na criação dos filhos. Já ouvi muito " nossa,sua filha tem 17 anos e nunca foi numa balada?" Porque necessariamente ela precisa ir a uma balada para se adequar a sua faixa etária? E eu preciso permitir para me tornar uma mãe padrão? Por favor pais, atentem-se, as drogas estão acessíveis em qualquer esquina, em qualquer link da internet, com qualquer um. É uma luta árdua a nossa em mantê-los longe dos traficantes. Precisamos rever nosso estoque de diálogo, amor, atenção e sermos corajosos para observarmos as mudanças de comportamento. Vou deixar um link importante sobre um estudo feito pela UNEFESP a respeito do uso de drogas ilícitas. Se o seu filho(a) é dependente, não se culpe por isso. Você também precisa de tratamento. O viciado sofre e a família também adoece. Tenha coragem para enfrentar o problema, mas não se esqueça de que o principal interessado precisa ser ele mesmo.
E para nós, a luta continua. Dia após dia. Sempre.





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